Alexandre Belo & Kauby Tavares
Os 100 anos da Assoc. Floresta Montenegrina, promove um encontro memorável entre dois dos melhores intérpretes do Samba Swing do Rio Grande do Sul, em mais uma noite pra ficar na história.
#participe
#ajudeadivulgar
#naofiqueforadesta
03 agosto 2016
18 julho 2016
O Centro Ecumênico de Cultura Negra do RS. (CECUNE), participara da Missa de Ação de Graças, pelo Centenário da Associação Cultural Beneficente Floresta Montenegrina.
O Centro Ecumênico de Cultura Negra do RS. (CECUNE), participara da Missa de Ação de Graças, pelo Centenário da Associação Cultural Beneficente Floresta Montenegrina.
Dia 01 de Outubro as 17h , na Catedral São João Batista em Montenegro.
Convide seus amigos, participe e ajude a divulgar...
O Coral do CECUNE é um espaço social de reunião de afrodescendentes interessados em desenvolver conteúdos e formas de expressão musical (canto coral e acompanhamento instrumental) priorizando elementos ligados a matrizes culturais africanas e suas recriações pelo mundo.
Floresta Montenegrina,100 Anos de Histórias e Memórias no Vale do Rio Cai.
Acompanhe e Participe da pro
gramação do Centenário12 julho 2016
Ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial nos deixou no dia de hoje.
É com grande pesar que informamos que Luiza Helena
Bairros faleceu esta manhã em Porto Alegre vítima de câncer no pulmão contra o
qual lutava há meses.
Natural de Porto Alegre, era graduada em Administração
Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul além de
possuir títulos de Mestre em Ciências
Sociais (UFBA) e de Doutora em Sociologia (Universidade de Michigan – USA).
Morava em Salvador desde 1979, onde atuou em diversos movimentos sociais, com
destaque para o Movimento Negro Unificado – MNU. Trabalhou em programas das
Nações Unidas – ONU contra o racismo em 2001 e em 2005. Foi titular da
Secretaria de Promoção da Igualdade Social da Bahia e Ministra-chefe da
Secretaria de Políticas Públicas da Igualdade Racial do Brasil, de 2011 a 2014.
Trabalhava e militava politicamente nas áreas de raça e gênero.
20 junho 2016
FLORESTA MONTENEGRINA! 100 ANOS DE HISTÓRIAS REAFIRMANDO A CULTURA AFRODESCENDENTE NO VALE DO RIO CAI.
Em fim chegamos ao centenário, vamos
juntos da nossa comunidade, amigos, parceiros e simpatizantes comemorar esta
data que é marcada pela resistência em manter viva a história de nossos antepassados
e perpetuar as ações de afirmação da cultura afro-brasileira aqui no vale do
Rio Cai.
Parabéns comunidade de Montenegro,
parabéns Associação Cultural Beneficente Floresta Montenegrina.
Venha comemorar esta data tão
significativa conosco.
Você é nosso (a) convidado (a)
Acompanhem a nossa programação.
13 novembro 2015
FLORESTA MONTENEGRINA, RUMO AO CENTENÁRIO...
Na noite de 07 de Novembro a Associação Floreta Montenegrina
“Clube Social Negro” localizado na região do vale do Cai, 70 km de Porto
Alegre, comemorou seu 99 Aniversário
de registro.
A entidade
teve seu primeiro registro civil com a data de 28 de setembro de 1916, porem já
existia muito antes conforme periódicos da cidade.
A noite
festiva reuniu diversas representações de entidades do estado do Rio Grande do
Sul bem como representação do legislativo gaúcho.
Com o tema
de “Uma noite Inesquecível” A Presidente do Clube, Sra. Maria Valderez
Gonçalves acompanhada de toda sua diretoria, saudou a todos convidados e os
convidou para juntos cantarem os parabéns para a quase centenária entidade.
Momentos de emoção,
afirmação, autoestima em uma profusão cultural que tiveram como protagonistas o Pocket Show Ébano & Marfim dirigido
pela cantora lírica, Marguerite Silva
Santos,Musical Movimento, Show Especial
do Cantor LÚ Astral e o DJ Gê Powers alem do desfile de moda da Grife
Baiana “Negrif”, que comemorou seu primeiro ano de atividades no Rio Grande do
Sul.
Uma das grandes
surpresas da noite ficou por conta da presença da jovem Débora Carvalho,
vencedora do concurso Mais Bela Negra do Estado do RS em 2001, representando a associação
Floresta Montenegrina, residindo atualmente em São Paulo/SP a mesma fez questão
de estar presente nesta data comemorativa tão significativa para o Clube.
Débora dos
Santos Carvalho,foiContemplada com bolsa de graduação sanduíche por mérito
acadêmico pelo Programa Ciências sem Fronteiras, onde obteve o título de Master
of Science em Engenharia Geológica e Hidrogeologia pela Universidade Técnica
Academia de Montanha de Freiberg na Alemanha. Engenheira Ambiental pela
Universidade de São Paulo, onde também participou do curso de curta duração com
a Universidade de Harvard sobre cidades sustentáveis (2015). Possui a primeira
graduação em Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial pela
Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (2006). Tem experiência na área de
Recursos Hídricos e Saneamento, estagiou na Alemanha em uma empresa de Engenharia
Ambiental e Geotecnia. Pretende desenvolver uma carreira internacional voltada
à resolução de problemas hídricos, hidrogeológicos e energéticos brasileiros.
Fala fluentemente alemão, francês e inglês.
Vejam as imagens do Evento.
Crédito das Fotos
Fotografo Contratado - Paulo Corrêa
22 julho 2015
15 abril 2015
Dona Dorcilina
“O ancião merece respeito não pelos cabelos brancos ou pela idade, mas pelas tarefas e empenhos, trabalhos e suores do caminho já percorrido na vida.”
É com enorme pesar, que a Assoc.Cult.Benef.Floresta Montenegrina, comunica a passagem de mais uma célula formadora de nossa História, “Dona Dorcilina” ou carinhosamente conhecida, como nega “Dorci”.
10 julho 2014
ENTREVISTA COM O ESTUDIOSO DO RACISMO, CARLOS MOORE
Entrevista da Raça Brasil com o estudioso do racismo, Carlos Moore | FOTO: Maurício Pestana
|
A Revista Raça Brasil entrevistou o cubano Carlos Moore, estudioso do racismo pelo mundo
TEXTO: Maurício Pestana | FOTOS: Maurício Pestana | Adaptação web: David Pereira
Entrevistar Carlos Moore – doutor em ciências humanas e em etnologia pela Universidade de Paris e chefe de Pesquisa na Escola para Estudos de Pós-Graduação e Pesquisas na Universidade do Caribe, em Kingston, na Jamaica –, não foi uma tarefa fácil. Autor de livros profundos sobre o negro no mundo e o impacto do racismo na sociedade contemporânea, Moore traz a grande experiência de quem participou do processo revolucionário cubano e acompanhou de perto os momentos cruciais da luta dos negros por direitos civis nos Estados Unidos, nos anos 1960. Moore também morou na África, onde foi consultor para assuntos latino-americanos do secretário geral da União Africana. Em seu discurso (que mais parece uma metralhadora), não há condescendência em nenhuma instância. Para ele, o racismo é algo impregnado na esquerda, na direita, nos Estados Unidos, em Cuba, no Japão ou qualquer outra parte do planeta. É algo que faz parte de um sistema secular que iniciou seu projeto muito antes da escravidãonas Américas e um dos sustentáculos da nossa sociedade, como descreve o panafricanista – também autor da biografia do polêmico músico e ativista nigeriano, Fela Kuti, obra lançada em 2011 com enorme sucesso.
Confira trechos da entrevista com o estudioso do racismo, Carlos Moore
Quando e como começou seu despertar para a questão racial?
Pixon era o termo que os brancos me chamavam quando eu era pequeno. Nos chamavam de urubus, especialmente os negros cubanos cujos pais eram estrangeiros. Meus pais eram de outra parte do Caribe. Então, chamavam esses negros de urubus. Os outros negros, cujos pais nasceram lá, chamavam de crioulos, que era o normal. Eu era um crioulo urubu. Diziam que nossos pais eram abutres que vinham a Cuba para roubar o trabalho e comer a comida dos outros. Diziam que eram abutres porque comiam carne podre, cadáveres que desenterravam no cemitério. Cresci dentro deste ódio profundo e assim dei o título Pixon para o meu livro, que está sendo traduzido para o português e será publicado em breve.
Qual a diferença entre o racismo dos Estados Unidos e o do Brasil?
O sistema brasileiro pertence a um modelo, não a um sistema que simplesmente surgiu do nada. É um modelo que já chegou feito da Península Ibérica, não foi inventado aqui no Brasil. É o sistema árabe mediterrâneo ibérico, um modelo de relações raciais que surgiu através da conquista da Península Ibérica pelo império árabe no século 7. Os árabes que ficaram na Espanha durante praticamente 8 séculos e modelaram toda uma estrutura social, baseada na escravidão racial, ou seja, os portugueses que vieram com os espanhóis para cá, já tinham 700 anos de experiência em escravidão.
Pixon era o termo que os brancos me chamavam quando eu era pequeno. Nos chamavam de urubus, especialmente os negros cubanos cujos pais eram estrangeiros. Meus pais eram de outra parte do Caribe. Então, chamavam esses negros de urubus. Os outros negros, cujos pais nasceram lá, chamavam de crioulos, que era o normal. Eu era um crioulo urubu. Diziam que nossos pais eram abutres que vinham a Cuba para roubar o trabalho e comer a comida dos outros. Diziam que eram abutres porque comiam carne podre, cadáveres que desenterravam no cemitério. Cresci dentro deste ódio profundo e assim dei o título Pixon para o meu livro, que está sendo traduzido para o português e será publicado em breve.
Qual a diferença entre o racismo dos Estados Unidos e o do Brasil?
O sistema brasileiro pertence a um modelo, não a um sistema que simplesmente surgiu do nada. É um modelo que já chegou feito da Península Ibérica, não foi inventado aqui no Brasil. É o sistema árabe mediterrâneo ibérico, um modelo de relações raciais que surgiu através da conquista da Península Ibérica pelo império árabe no século 7. Os árabes que ficaram na Espanha durante praticamente 8 séculos e modelaram toda uma estrutura social, baseada na escravidão racial, ou seja, os portugueses que vieram com os espanhóis para cá, já tinham 700 anos de experiência em escravidão.
"Fela Kuti tinha uma abrangência tal porque havia muitas pessoas que estavam se dando conta de que a África estava indo mal e que havia a necessidade de se fazer algo para salvar o continente" | FOTO: Maurício Pestana
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+ entrevistas
Fela - Esta Vida Puta, seu livro mais recente, está fazendo bastante sucesso. Quais pontos sobre o músico nigeriano Fela Kuti você poderia destacar?
Fela Kuti era como qualquer africano médio alienado – as pessoas pensam que na África a população tem muito orgulho racial, orgulho de sua cultura, mas estão equivocadas, não sabem que os africanos foram também submetidos a uma máquina esmagadora que ridicularizou suas línguas, suas religiões, esmagou tudo o que tinham de original –, nem sabia que havia racismo, nem sabia quem era ele, nem sabia que era africano. Mas ele foi enorme! Eu conto Fela na sua grandeza e também nas suas fragilidades. Ele não era um homem perfeito, era um homem público, muito sexista e, ao mesmo tempo, estava favorecendo a ascensão das mulheres negras africanas. Fela Kuti tinha uma abrangência tal porque havia muitas pessoas que estavam se dando conta de que a África estava indo mal e quehavia a necessidade de se fazer algo para salvar o continente. Ele sofreu uma revolução realmente cultural, psicológica e política e, imediatamente, todas as elites se fecharam contra ele. Começaram as brutalidades, inclusive, é incrível como Fela pôde sobreviver tanto tempo. Na verdade ele foi protegido por gente de dentro do serviço militar e de inteligência que não queria que ele fosse morto. O próprio chefe da polícia de toda a Nigéria protegia Fela. Cada vez que havia a intenção de matá-lo, mandavam avisá-lo para que ele fugisse. Quando conseguiam pegá-lo, a imprensa era avisada. Fela Kuti deu uma sorte enorme porque tocou o coração de gente importante como os militares.
Religiões de matrizes africanas estão perdendo espaço na própria África?
Com a aliança entre as elites africanas cristãs e as igrejas evangélicas, tem país como Moçambique, por exemplo, onde a Universal fez uma grande reunião em Maputo com 600 mil moçambicanos dentro de um estádio de futebol. Em Angola,fiquei horrorizado quando vi a imponência desses templos que a Universal está construindo. O chefe de Estado de Angola faz parte dessa igreja e muitas pessoas não sabem disso.
Quer ver essa e outras entrevistas e matérias da revista? Compre esta edição número 165.
Fela Kuti era como qualquer africano médio alienado – as pessoas pensam que na África a população tem muito orgulho racial, orgulho de sua cultura, mas estão equivocadas, não sabem que os africanos foram também submetidos a uma máquina esmagadora que ridicularizou suas línguas, suas religiões, esmagou tudo o que tinham de original –, nem sabia que havia racismo, nem sabia quem era ele, nem sabia que era africano. Mas ele foi enorme! Eu conto Fela na sua grandeza e também nas suas fragilidades. Ele não era um homem perfeito, era um homem público, muito sexista e, ao mesmo tempo, estava favorecendo a ascensão das mulheres negras africanas. Fela Kuti tinha uma abrangência tal porque havia muitas pessoas que estavam se dando conta de que a África estava indo mal e quehavia a necessidade de se fazer algo para salvar o continente. Ele sofreu uma revolução realmente cultural, psicológica e política e, imediatamente, todas as elites se fecharam contra ele. Começaram as brutalidades, inclusive, é incrível como Fela pôde sobreviver tanto tempo. Na verdade ele foi protegido por gente de dentro do serviço militar e de inteligência que não queria que ele fosse morto. O próprio chefe da polícia de toda a Nigéria protegia Fela. Cada vez que havia a intenção de matá-lo, mandavam avisá-lo para que ele fugisse. Quando conseguiam pegá-lo, a imprensa era avisada. Fela Kuti deu uma sorte enorme porque tocou o coração de gente importante como os militares.
Religiões de matrizes africanas estão perdendo espaço na própria África?
Com a aliança entre as elites africanas cristãs e as igrejas evangélicas, tem país como Moçambique, por exemplo, onde a Universal fez uma grande reunião em Maputo com 600 mil moçambicanos dentro de um estádio de futebol. Em Angola,fiquei horrorizado quando vi a imponência desses templos que a Universal está construindo. O chefe de Estado de Angola faz parte dessa igreja e muitas pessoas não sabem disso.
Quer ver essa e outras entrevistas e matérias da revista? Compre esta edição número 165.
08 julho 2014
IMPERDÌVEL ! Mada Negrif , 06 de Setembro na Floresta Montenegrina.
Amigos,
Já estamos distribuindo os convites para o evento, na mesma hora de sua aquisição,você já poderá fazer a reserva de sua mesa. Obs : As mesas terão composição de 06 lugares.
Já estamos distribuindo os convites para o evento, na mesma hora de sua aquisição,você já poderá fazer a reserva de sua mesa. Obs : As mesas terão composição de 06 lugares.
Aproveite e também conheça a coleção da Mada Negrif , que estará abrilhantando a festa do 98º Aniversário da Floresta Montenegrina .
03 julho 2014
"LIGA DA CANELA PRETA:Racismo no Futebol em Tempos de Copa do Mundo"
"LIGA DA CANELA PRETA:Racismo no Futebol em Tempos de Copa do Mundo"
Aconteceu de 26 a 27/06/2014, no auditório do Correio Central. SUCESSO!!! Momentos de reflexão, aprendizado e encaminhamentos. A Tod@s que ajudaram a construir esse evento nosso muito OBRIGADO!!! Cezar Carneiro,Iris da Silva, Rejane Marques, Sandra Maciel... SECRETARIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA,CORREIOS, FUNDERGS, CredCorreios, CONCOR, COOHRREIOS e todos os anônimos que estiveram trabalhando para que o evento pudesse acontecer.
Aos nossos convidados, Prof. Edson Cardoso, Prof.Marcio Chagas, Marcelo Carvalho,Ten. Cel. Souto, Del. Jardim, Dra. Alessandra, Prof. José Antônio, Luis Carlos Oliveira, enfim a tod@s que prestigiaram o evento um gd abç do GRUPO CANELA PRETA
Aconteceu de 26 a 27/06/2014, no auditório do Correio Central. SUCESSO!!! Momentos de reflexão, aprendizado e encaminhamentos. A Tod@s que ajudaram a construir esse evento nosso muito OBRIGADO!!! Cezar Carneiro,Iris da Silva, Rejane Marques, Sandra Maciel... SECRETARIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA,CORREIOS, FUNDERGS, CredCorreios, CONCOR, COOHRREIOS e todos os anônimos que estiveram trabalhando para que o evento pudesse acontecer.
Aos nossos convidados, Prof. Edson Cardoso, Prof.Marcio Chagas, Marcelo Carvalho,Ten. Cel. Souto, Del. Jardim, Dra. Alessandra, Prof. José Antônio, Luis Carlos Oliveira, enfim a tod@s que prestigiaram o evento um gd abç do GRUPO CANELA PRETA
27 maio 2014
Clubes negros do final do século XIX entram em processo de tombamento - 25/05/2014 - Cotidiano - Folha de S.Paulo
:
"Clubes negros do final do século XIX entram em processo de tombamento
JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO
25/05/2014 03h00
Mais opções
PUBLICIDADE
Três clubes sociais, criados como locais de resistência ao preconceito e também como espaço de lazer e interação entre negros, datados do final do século 19 até o começo do século 20, começaram o processo para serem tombados pelo patrimônio histórico do Estado de São Paulo.
O reconhecimento da importância histórica deve acontecer nos clubes Grêmio Recreativo Familiar Flor de Maio (1928), de São Carlos, Sociedade Beneficente 13 de Maio (1901), de Piracicaba, e Clube Beneficente Cultural e Recreativo 28 de Setembro (1897), de Jundiaí, no interior de São Paulo.
Além de serem criados como pontos de entretenimento, uma vez que, na época, os negros eram impedidos de entrar nos locais convencionais de lazer, os clubes serviam como apoio à comunidade afrodescendente, para auxílio funerário, de saúde e até para arrecadação de fundos para garantir alforrias.
Divulgação/Centro de Memória de Jundiaí
Ana Lúcia Lanna, presidente do Condephaat (conselho estadual do patrimônio), elogiou o relatório que pediu o tombamento e afirmou que o documento "levanta a discussão sobre o significado do patrimônio".
"É preciso romper com a ideia de que apenas monumentos podem ser tombados e reconhecer também as práticas sociais, culturais e políticas", diz Lanna.
Professor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Federal da Grande Dourados (MS), Márcio Mucedula Aguiar estudou com profundidade e colheu relatos sobre o clube negro de São Carlos (232 km de São Paulo).
"O lugar merece o tombamento por sua relevância histórica. Foi a primeira manifestação organizada da população negra da região, que almejava um espaço de lazer e de socialização."
DIREITOS
De acordo com Aguiar, que é doutor em ciências sociais pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), o local "é patrimônio que mostra a resistência, poucos anos após a abolição, ao preconceito e a luta por direitos".
Parte do material usado no "Flor de Maio" é de demolição de antigas casas da cidade. Os próprios idealizadores do clube ergueram suas paredes em horários de folga.
No parecer que defende o tombamento, aprovado por unanimidade, Heitor Frúgoli Júnior, do Departamento de Antropologia da USP, afirma que o processo "auxilia potencialmente" os clubes.
Segundo o texto, o tombamento pode atrair "gerações mais jovens nas lutas coletivas afrodescendentes pela expansão de seus direitos na realidade contemporânea".
SÓCIOS
Um dos mais antigos clubes negros do país, o 28 de Setembro, de Jundiaí, na Grande São Paulo, é um dos poucos do Estado que ainda consegue manter as atividades e as portas abertas.
"Não é fácil, perdemos muitos sócios nos últimos anos, mas seguimos em frente com bailes para a terceira idade e eventos para a comunidade black. Até hoje, conseguimos reunir os negros, mas o clube é aberto a todos", conta o presidente Edval Francisco Honório.
"
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"Clubes negros do final do século XIX entram em processo de tombamento
JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO
25/05/2014 03h00
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Três clubes sociais, criados como locais de resistência ao preconceito e também como espaço de lazer e interação entre negros, datados do final do século 19 até o começo do século 20, começaram o processo para serem tombados pelo patrimônio histórico do Estado de São Paulo.
O reconhecimento da importância histórica deve acontecer nos clubes Grêmio Recreativo Familiar Flor de Maio (1928), de São Carlos, Sociedade Beneficente 13 de Maio (1901), de Piracicaba, e Clube Beneficente Cultural e Recreativo 28 de Setembro (1897), de Jundiaí, no interior de São Paulo.
Além de serem criados como pontos de entretenimento, uma vez que, na época, os negros eram impedidos de entrar nos locais convencionais de lazer, os clubes serviam como apoio à comunidade afrodescendente, para auxílio funerário, de saúde e até para arrecadação de fundos para garantir alforrias.
Divulgação/Centro de Memória de Jundiaí
Ana Lúcia Lanna, presidente do Condephaat (conselho estadual do patrimônio), elogiou o relatório que pediu o tombamento e afirmou que o documento "levanta a discussão sobre o significado do patrimônio".
"É preciso romper com a ideia de que apenas monumentos podem ser tombados e reconhecer também as práticas sociais, culturais e políticas", diz Lanna.
Professor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Federal da Grande Dourados (MS), Márcio Mucedula Aguiar estudou com profundidade e colheu relatos sobre o clube negro de São Carlos (232 km de São Paulo).
"O lugar merece o tombamento por sua relevância histórica. Foi a primeira manifestação organizada da população negra da região, que almejava um espaço de lazer e de socialização."
DIREITOS
De acordo com Aguiar, que é doutor em ciências sociais pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), o local "é patrimônio que mostra a resistência, poucos anos após a abolição, ao preconceito e a luta por direitos".
Parte do material usado no "Flor de Maio" é de demolição de antigas casas da cidade. Os próprios idealizadores do clube ergueram suas paredes em horários de folga.
No parecer que defende o tombamento, aprovado por unanimidade, Heitor Frúgoli Júnior, do Departamento de Antropologia da USP, afirma que o processo "auxilia potencialmente" os clubes.
Segundo o texto, o tombamento pode atrair "gerações mais jovens nas lutas coletivas afrodescendentes pela expansão de seus direitos na realidade contemporânea".
SÓCIOS
Um dos mais antigos clubes negros do país, o 28 de Setembro, de Jundiaí, na Grande São Paulo, é um dos poucos do Estado que ainda consegue manter as atividades e as portas abertas.
"Não é fácil, perdemos muitos sócios nos últimos anos, mas seguimos em frente com bailes para a terceira idade e eventos para a comunidade black. Até hoje, conseguimos reunir os negros, mas o clube é aberto a todos", conta o presidente Edval Francisco Honório.
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16 maio 2014
"O Casamento" - Traje Africano para o dia do "SIM"
Trajes africanos para o grande dia! Imagina! Já imaginaram!?!? Sim, é lindo... Porém, é pouco usual vermos africanos de países de expressão portuguesa, casarem-se desta forma. O descaso por esse tipo de indumentária para o casório é enorme, coisa que não acontece com outros países de África (ex: Nigéria e Gana). Casar-se de branco, véu e grinalda é sempre a primeira e, por vezes, a última opção! Para nós jovens, esta parece ser a nossa tradição!
A presente matéria não é uma crítica aos casamentos de inspiração ocidental mas sim uma exaltação as vestes africanas, a escolha das mesmas para o dia mais importante da vida de um casal apaixonado. Tem como objectivo elucidar algumas mentes que acreditam que casar-se com roupas tradicionais africanas é de baixo nível, fora de moda ou "tudo o que não se deve fazer para o grande dia".
Há, de facto, pessoas que querem sair da mesmice dos casamentos de estilo europeu e entrar numa onda mais afro.No entanto, ainda é complicado! A maioria das famílias não aceita e consequente os noivos sentem-se inseguros com a sua decisão. No caso de Angola, é quase impossível! (Os angolanos sabem do que falo).
Deixem-nos dizer-vos que um casamento de inspiração africana é extremamente lindo e diferente! As cores, o ambiente e os ritmos combinam entre si, criado uma atmosfera mágica. É a mais pura verdade e tal pode ser corroborado com as fotos que se seguem. Deliciem-se...
Esta noiva adicionou um Turbante/Gele roxo para dar um charme diferente ao branco do seu vestido. Caso para dizer que detalhes como este fazem toda a diferença.
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| Para meninas que querem apenas apontamentos, esta é uma boa opção! |
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| O casal é lindo, diga-se de passagem! |
A combinação creme, dourados e laranja foi muito bem conseguida. A noiva é linda e com esta indumentária ficou deslumbrante. As damas estão igualmente fascinantes. Reparem na riqueza dos tecidos!
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| Amamos o facto de as damas ter corte de vestido diferentes. |
Este é um dos muitos casos em que a imagem vale mais do que mil palavras. O traje creme dos noivos, a mistura do veludo e transparências do traje das damas, a alternância do verde e do rosa...É espectacular!
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| Esta foto tem tanta harmonia. Tudo se interliga! |
Lindo, lindo, lindo, lindo! Provavelmente, muitas mulheres rever-se-iam nesta foto. A alegria das cores é contagiante.
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| Esta foto é sugestiva |
Alguém aqui já pensou em azul para o casamento, que não na parte da decoração? Pois é...! Desengane-se quem acha que azul não combina com "sim". Apesar de a cor azul ser usada de maneira diferente em cada uma das fotografias, notem o quão gracioso ficou! Azul e creme, must have!
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O noivo teve de sentar-se devido a emoção! Nem todos os corações aguentam ver a sua mulher tão linda. hahahaha
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| Thumps up para este casal! |
A Alegria da noiva e incomensurável...
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| Casamento de africano é assim, "party all night long" |
Reparem no olhar da noiva...
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| Troca de alianças, o momento mais alto da cerimônia! |
Aqui o azul foi combinado com o pink...
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| Os noivos estão simplesmente deslumbrantes |
O vermelho também é uma cor a considerar para o grande dia!
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| A make-up da noiva é deslumbrante. Quantas noivas pintam os lábios de vermelho? |
| Noiva deslumbrante |
Africa é cor, alegria, vibrações positivas, exagero (no bom sentido)! Se és daquelas pessoas que sonha casar-se com trajes africanos, concretiza os teus sonhos. Todos nós sabemos que existem muitos pré-conceitos e preconceitos em relação ao tema mas isso não será suficiente para desistências e desânimos .
Faz aquilo que o coração manda! Livra-te da mesmice e brilha!
14 maio 2014
Farinhada comemora 21 anos com grande baile
| Farinhada comemora 21 anos com grande baile |
| Tradicional time de futebol amador da Vila Farrapos realiza festa de aniversário com mais de 300 pessoas no Lindóia Tênis Clube
Diretoria do Farinha festeja os 21 anos da Associação com muita animação no salão repleto de convidados
A Associação Esportiva Recreativa e Cultural Farinhada - AERC, localizada na Vila Farrapos
em Porto Alegre, realizou, na noite de 10 de maio (sábado), no Lindóia Tênis Clube o seu
tradicional jantar de aniversário e homenagens a personalidades sociais. Neste ano o
homenageado foi o compositor Isolino Antônio do Nascimento - Nego Isolino, 70 anos,
projetista de edificações e conhecido compositor de samba da cidade, que é o autor do
hino do time - "Samba do Farinhada".
O Farinhada foi fundado no dia 1º de maio de 1993 por um grupo de jogadores de futebol
amador. A atual diretoria tem como presidente Celmiro Lopes da Silva, funcionário da
Ordem dos Advogados do Brasil - OAB/RS e como vice-presidente Leandro Rosa dos Santos,
funcionário da segurança pública federal. Celmiro comenta com muito entusiasmo que o
trabalho desenvolvido em equipe com a sua diretoria e colaboradores é o que tem
possibilitado a convivência com ações e decisões coletivas, sempre. Além da atividade
esportiva, o Farinhada promove, anualmente, dois eventos de cunho social na Vila Farrapos
que são feitos no Dia da Criança e no Natal, através da distribuição de brinquedos
arrecadados e doados às crianças carentes daquela vila, completa o presidente.
Compositor Isolino recebe placa de homenagem do presidente Celmiro Lopes Uma grande meta da Associação é a aquisição de sede social própria onde poderão ser ampliadas suas ações sociais junto à comunidade, com atendimento jurídico e cursos de capacitação. Com isto, estaremos mais juntos no dia a dia da comunidade, destaca o advogado Luis Souza dos Santos que e tesoureiro da entidade. A festa baile do Farinhada é realizada anualmente e muito aguardada, tendo se tornado referência na vila e no segmento de clubes de futebol amador, pois agrega um grande número de simpatizantes a cada edição, já tendo chegado a reunir até 500 participantes. Para a festa deste ano, por, questões de infraestrutura, foram vendidos 350 convites, número que deixou repleto o salão de festas do Lindóia Tênis Clube. Na programação da noite, além do jantar, houve homenagens, bolo de aniversário com o “parabéns a você” cantado por todos no salão e baile ao som da banda Sem Comentários. Esta edição da festa inovou reservando espaço para exposição de artes plásticas e de artesanato afro-brasileiro. Por Juarez Ribeiro - Fotos: Banco de Imagens/NZ |
21 abril 2014
“Hipertensão Arterial, Causas e Prevenção”
“Hipertensão Arterial, Causas e Prevenção”, foi o tema de palestra na Associação Cultural Beneficente Floresta Montenegrina, (Clube Social Negro que completará em Setembro de 2014, 98 anos de existência no Vale do Rio Cai na cidade de Montenegro/RS). O evento teve como objetivo prestar uma homenagem à data de aniversário do saudoso Luis Carlos da Silva (Xandico), falecido em janeiro deste ano, vítima de Infarto Fulminante.
A palestra foi proferida pelo Dr. Eduardo Azevedo (Cardiologista- Unimed/Vale do Cai) e contou com a parceria do Espaço Vida da Unimed/Vale do Cai. O tema escolhido despertou em muito a atenção do público participante, oportunizando o saneamento de dúvidas e auxiliando na prevenção das doenças cardíacas.
Após a palestra, tivemos as falas de agradecimento do “Xandi” e da Camila dos Santos, filho e sobrinha do falecido “Xandico” respectivamente, e a apresentação do projeto que foi encaminhado a Secretaria da Cultura do governo do Estado do Rio Grande do Sul, para participar do edital de chamamento e seleção de entidades para o desenvolvimento do projeto Rede RS de Pontos de Cultura do programa “Cultura Viva” no estado do RS, que nos possibilitará,cria o “CENTRO DE REFERENCIA NEGRA DO VALE DO RIO CAI” que terá como homenagem o nome de Luis Carlos da Silva- Xandico.
Finalizando a noite, contamos com a presença do músico Marcelo Cachoeira, que veio da cidade Canoas, também para prestar sua homenagem, nos brindando com belas canções.
A Associação Cult. Benef. Floresta Montenegrina, vem de público agradecer a presença de todos e todas pela participação, em especial ao Dr. Eduardo Azevedo e ao músico Marcelo Cachoeira, pela sua atenção a esta demanda humanitária e comunitária, extensivo à diretoria da Unimed Vale do Cai, pela prestimosa parceria.
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